
Torta de limão sempre foi uma das minhas sobremesas favoritas para o verão. Mas, como quase tudo na cozinha, ela também pede tempo, forno e um certo compromisso. E nem sempre é isso que a gente quer — especialmente nessa época do ano. Por isso, criei essa versão na taça. Porque dessa forma conseguimos manter o sabor, o frescor e o contraste entre doce e ácido, mas de um jeito mais simples e muito mais prático.
Não por acaso, essa acabou sendo uma das principais sobremesas do Ano Novo. Estava muito calor, daqueles dias em que tudo pede leveza e nada muito elaborado. Eu queria algo gelado, refrescante, que pudesse ficar pronto com antecedência e fosse fácil de servir. E funcionou perfeitamente. É uma sobremesa que não pesa, refresca e agrada a maioria dos paladares — exatamente o que eu buscava para esse momento.

Um ponto importante nessa receita é a montagem. O ideal é montar a sobremesa pouco antes de servir, ou pelo menos finalizar as camadas mais próximas da hora de ir à mesa. Isso porque a farofa, apesar de crocante e estruturada, tende a absorver a umidade do mousse com o tempo. Quando montada no momento certo, o contraste de texturas se mantém mais interessante e a experiência fica muito mais equilibrada.
Outro detalhe que faz toda a diferença está no mousse. O uso de iogurte natural fresco não é só uma escolha de sabor, mas também de estrutura. Ele traz acidez, ajuda a equilibrar o doce e contribui para uma textura mais firme e aerada. O ponto ideal desse creme é quase como o de um queijo cremoso: consistente, estável e leve ao mesmo tempo, sem escorrer ou perder corpo.
Para finalizar, o chantilly feito com creme de leite fresco é a opção que mais gosto. A textura fica mais delicada, o sabor mais limpo e o resultado final mais leve. Além disso, é uma alternativa um pouco mais equilibrada em termos de ingredientes. Ainda assim, essa etapa é bastante flexível — qualquer chantilly funciona bem aqui, desde que seja batido com cuidado, apenas até atingir um ponto macio e suave.